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A Míope

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Tudo começa com um queimar. O despertar. O calor do cigarro em sua pele, fazendo com que as cinzas do momento venham à superfície. Ascender. A brasa da fogueira. As labaredas do inferno. E o que eram apenas sombras de um obscuro sono torna-se agitação da luminosa noite.
Os postes acesos. Fogo preso em vidro formado em fogo. A exceção diante da noite que nos observa. Cada passo acompanhado como se por uma lanterna de um investigador que não conseguimos enxergar. Mas ele está lá. O leitor ansioso pelo desfecho do que nem sabe que ocorrerá. Há quatro olhos divididos em pesares e sustos, guiados pelo halo das luzes pelo caminho.
O que começa em queimar esfria. A temperatura cai mesmo com a chegada do dia. Os postes se apagam, a chama se esvai. O despertar torna-se adormecer, como se tudo não passasse de um pesadelo. A queimadura cicatriza, o calor abranda-se. A sensação torna-se tão sutil quanto como se fosse apenas imaginação de um autor que quer entreter despercebido. O que era fogo torna-se gelo. Mas até o gelo queima. No fundo tudo começa e termina em queimar.
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Sou esta confusão. Sou a calmaria e a tempestade unidas em um propósito único: a destruição. Sou a convicção de que o navio naufraga e previsão de que serei afogada. Sou a frieza que me empurra cada vez mais longe, cada vez mais distante da superfície. A salvação. A luz que se esvai conforme o profundo escuro se aproxima. Até que meus pés sentem o solo, mas a mente se dispersa sob a pressão. Sou esta confissão.
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Gire a roleta. Você queria a casa vermelha. Não caiu lá. Desesperou-se. O planejamento era a chave do sucesso e, em questão de um minuto, tudo ruiu. Todos os papéis escritos, os sonhos contados, os minutos planejados. Tudo sumiu. A questão de uma rodada definiu uma vida. Não sobrara nada. Tudo fora apostado naquela roleta. Você se apostou. Você não ganhou. Você se perdeu.

O problema de contar com planos certos é que o certo não existe. Quantas histórias não ouvimos por aí de um instante que definiu uma eternidade? Era um carro, um vento, um evento, uma falta de sorte. Ou era a ligação inesperada, o tempo, o momento, a hora de agir. E no impulso, quebram-se as barreiras. O muro desfaz-se. Sem espera ou talvez com. Repentinamente. Um sorriso. A fala certa. O certo definiu-se no momento em que se constituiu. Não havia "era certo até que...". Se já não era certo, nunca foi. Não existe o "e se" ou "até que". Tudo é incerto, variável em suas próprias medidas. O certo vem quando tem de ser. [Continuar]

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Ora, imaginem qual foi sua surpresa e encantamento quando, desperto, percebeu que não era mais um boneco de madeira, mas que em vez disso havia se tornado um menino como os outros. Deu uma olhada em torno e, em lugar das antigas paredes de palha da cabana, viu um belo quartinho mobiliado e decorado com uma simplicidade quase elegante. Saltando logo da cama, encontrou ali separados uma bela roupinha, um chapeuzinho novo e um par de botinhas de couro que faziam delas uma verdadeira pintura

Tudo o que Pinocchio queria era ser um menino de verdade. Mas o que acontece quando se é verdadeiro? Não, não, pergunta errada. O que é ser verdadeiro? Pinocchio cresceu na mentira e aprendeu que a verdade era o único modo de alcançar a felicidade. Todavia, antes que pudesse se tornar aquele que deveria ser, passou por provações e testes. Testou sua própria essência em inúmeros desafios impostos pela vida até que aprendesse quem realmente era e como deveria agir diante de um vasto mundo. Ainda assim, descobriu o que era a verdade?
[Continuar]
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Você não vai ter um estalo. Você não vai falar sobre aquilo e sentir que agora entende o destino. Mas você vai precisar falar. Ou o mal vai percorrer ainda mais do seu corpo.

Você vai parecer indiferente. Mas o toque gelado vai permanecer em você. E você vai seguir em frente. Mas a dor continuará grudada em seu peito. E você não saberá o que sente, nem mesmo quando contar a alguém. Mas você precisará contar a alguém. E esse alguém precisará fazer-lhe voltar no tempo e mudar a trajetória da bala.

Não importa se a mudança nunca se dê na realidade. Sua mente acreditará que se deu.

E, ainda assim, você não vai ligar todos os pontos. Mas vai sentir que o inchaço diminuiu. Vai sentir que aquele roxo na pele se amenizou, mesmo que ainda não saiba de onde ele veio.

E você vai entender que você se reconstruiu depois daquilo. E você vai ver que talvez não tenha se reconstruído de forma ao todo saudável.

E você vai continuar lutando em seu corpo, com seu corpo, contra ele. E ainda não vai sentir a conexão completa. Mas, pelo menos, você sentirá que existe uma esperança.

Sempre existe uma esperança.
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Era estranho olhar para a tela do celular e não receber mensagens de alguém. Era costume andar com o aparelho em mãos e rir para a tela ou fazer cara de cansaço, mas sempre me colocar a digitar prontamente. Não era dessas que tardava a responder, pois tinha ansiedade de fazer logo aquilo que devia ser feito. E meu hábito era tanto, que fazia com tantos. Fiz com ele, depois com ela, depois contigo. E numa bola de neve me colocava nessas relações de mensagens instantâneas.

O problema é que o instantâneo não era suficiente numa vida constante. Eu queria coisas que não pedia através de textos escritos. Eu era subliminar. Eu não colocava minha foto na rede, mas esperava reconhecimento. Você não, estava de cara e corpo exigindo cada vez mais, como se eu fosse propriedade de sua inconstância. E assim foi com ele, depois com ela, depois contigo.   [Continuar]
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