Gire a roleta. Você queria a casa vermelha. Não caiu lá. Desesperou-se. O planejamento era a chave do sucesso e, em questão de um minuto, tudo ruiu. Todos os papéis escritos, os sonhos contados, os minutos planejados. Tudo sumiu. A questão de uma rodada definiu uma vida. Não sobrara nada. Tudo fora apostado naquela roleta. Você se apostou. Você não ganhou. Você se perdeu.
O problema de contar com planos certos é que o certo não existe. Quantas histórias não ouvimos por aí de um instante que definiu uma eternidade? Era um carro, um vento, um evento, uma falta de sorte. Ou era a ligação inesperada, o tempo, o momento, a hora de agir. E no impulso, quebram-se as barreiras. O muro desfaz-se. Sem espera ou talvez com. Repentinamente. Um sorriso. A fala certa. O certo definiu-se no momento em que se constituiu. Não havia "era certo até que...". Se já não era certo, nunca foi. Não existe o "e se" ou "até que". Tudo é incerto, variável em suas próprias medidas. O certo vem quando tem de ser. [Continuar]
