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A Míope

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Fonte: Pinterest

No início deste ano, a Ana Gabriela, do Bela Psicose, e a Lare Figueiredo, do Girls Machine, criaram um projeto chamado "Mais Que Palavras". A cada mês, os (as) participantes elegem um tema e se propõem a redigir um texto de qualquer gênero. A ideia é incentivar a escrita através de um auto-desafio.

O primeira tema escolhido foi, em virtude do começo de 2015, expectativas.

Correndo o risco de, talvez, ser clichê, já me entrelaço ao tema sem saber o que esperar acerca do que sairá de meus dedos. Falar de expectativas é muitas vezes falar do pior ou do melhor amigo do homem, pois quem muito espera se decepciona e quem nada espera não consegue seguir em frente. Sempre digo a mim que prefiro não esperar nada e ter boas surpresas a esperar demais e sofrer por não ver minhas expectativas alcançadas. O grande problema está na suavidade da linha que divide a falta de expectativa do pessimismo - que, em minha opinião, não é falta de expectativa, mas a expectativa negativa - e na possibilidade de um ser humano viver sem nada esperar. O que acontece se não esperamos nada da vida?

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Perdoe-me por aquilo que estou para falar.

Com amor, sua alma.


Esqueci de avisar-lhe que clandestinamente mudei de endereço. Parti em uma viagem sem regressos nem acompanhantes, onde perdi-me entre sabores e odores. Trajei-me de pérolas e mármores, frios condimentos do espírito. Desencontrei-me de amores. Separei-me de carnes e dentes. Não me lembrei das unhas largadas, retiradas quando as garras arranharam a face e cravaram-se na pele macia, desentranhando o que não mais estava junto. Fiquei rígida. O medo sufocou-me. A dor foi torturante. Perdi as memórias. Demorei a compreender a rota da partida. Eu parti. Lembrei-me disso. Fiz uma regressão de meus passos. Cheguei ao início. Então, descobri que havia passado pela porta de um apartamento solitário e lançando-me ao mundo.



Perdoe-me, esqueci de avisar-lhe que clandestinamente fugi de nossa vida.

Com amor, aquela que um dia foi sua.
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