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A Míope

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O que você vê quando olha pela janela de sua casa?

Da janela da sala, eu vejo uma senhora curvada, carregando duas sacolas cheias de compras, provavelmente tão cheias quanto sua própria vida. Ela chegará em casa e encontrará as pessoas de sempre. Filhos que não notam sua existência. Marido que só nota na hora da comida. Ela não sabe mais o que é sorrir ou chorar, então não expressa nada sob o peso da carga que deve carregar. Ela passa pelo seu prédio com pressa e sem olhar o intruso. Ela só quer chegar ao fim do caminho.

Da janela da cozinha, vejo uma garotinha sentada, debruçada sobre a caixa de chocolates que alguém esqueceu sobre a mesa do apartamento ao lado. Ela olha em volta; não há ninguém mais no recinto. Ninguém notará sua traquinagem. Ninguém a repreenderá. Ninguém a perceberá. Ela come todo o chocolate na caixa, deixando a face lambuzada do doce. O excesso de doce é saciado pela lágrima. Ela vê que você a flagrou. Sai correndo da cozinha para fingir que não passou de uma ilusão. Afinal, nunca ninguém assiste ao que se passa com ela mesmo.

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Enquanto choro de bruços na cama, repito mentalmente para mim: "Eu juro que tentei, eu juro que tentei!". Foi a mesma coisa que eu disse ao espelho pouco antes de transformá-lo em pedaços, em tantos quanto virou meu inútil cérebro. Eu, estripadora. Cortei a massa encefálica em pequenos pedaços de carne humana, mas esqueci de me tornar canibal e ingeri-las aos poucos, de forma a absorvê-las novamente em meu corpo. A ferramenta foram os cacos espalhados pelo chão de vidro espalhados pelo chão do quarto.

Tentar nunca era o suficiente. Há pessoas que nascem para conseguir e aquelas que nascem para desistir. Eu era uma perdedora. Ganharia de quem? De minha pobre alma já perdida e corrompida? Não. Eu não ganharia nem de mim. Porque não existia mais de um eu. Eu era todas as que se espalhavam como peças de um grande quebra-cabeça. Eu era minha incompreensão e meu próprio entendimento. Ah! Eu gritei de raiva. Como podia ser tantas partes quebradas de um mesmo corpo?

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Ela chegou em casa e largou a mochila sobre a cama. Não se lembrou de dizer oi ao pais ou aos irmãos. Quem perderia tempo com eles se poderia gastá-lo em algo melhor? Foi a desculpa que deu a si, revirando os olhos diante da obviedade.
Esperou impaciente que o computador ligasse. Até ele tramava contra ela. Então, a tela brilhou diante de seus olhos, e seus olhos também brilharam. Finalmente ela estava livre para ser feliz.
Clicou no ícone da internet, já sorrindo. Era tão bom inteirar-se do mundo inteiro enquanto fugia de seu próprio mundo. Quem precisava daquela escola medíocre com pessoas medíocres com assuntos medíocres? Ninguém. Ela tinha algo muito melhor: uma vida fora dali.
Sua página inicial era o blog do momento: "Espelho Invertido". Uma menina linda esbanjava sorrisos na foto de perfil - e ao longo das publicações, em mais fotos publicadas nas suas redes sociais. Ela era perfeita. Ela não se incomodava com o mundo ao redor dela, porque ela era o mundo. Ela podia ser tudo o que ela não era. Bella... Todos queriam ser como ela. Ela era tão... tão única. Ela sorriu novamente. Ela era tão diferente de Bella também. Não falava com ninguém - e nem se esforçava, era melhor do que todos naquele local. Não gostava de expor sua opinião - era desnecessário expor a quem não entenderia. Ninguém reparava em sua beleza - as pessoas eram cegas. Sorriu de novo. Ela definitivamente queria ser como Bella. Sorte sua que ela já era ela.

Apresentando mais um post do projeto "Mais que Palavras" (o tema anterior foi expectativas). O tema do mês? Internet.

A bela internet. Alterou bastante as nossas vidas, não? Lembro-me que quando eu era pequena, usava a internet de vez em quando, somente aos finais de semana, sob o risco de não receber ligações importantes - se um parente morresse, oops! Só íamos saber quando a Athena largasse o computador (para as coisas importantes como filmes reservados na locadora, daí sim, fazíamos aquele esquema super legal, com um código do qual não me lembro, para desviar as ligações para os celulares dos genitores, porque criança não tinha celular na época). A primeira vez em que a internet impactou minha vida social, foi aos doze anos, quando pedi para usar a recém instalada banda larga com acesso limitado durante um dia de semana, pois minha amiga estava com problemas com o paquera dela. E quem diria que hoje eu não viveria sem? - Eu mato por um sinal de 3g hoje.

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