A apresentação nunca feita
De vez em quando eu venho cá, publico algo sem nenhuma pretensão, mudo a tela da qual já me cansei. Eu juro que eu tento ser persistente, mas a vida, por vezes, me tira a inspiração. Como não tenho muito o que fazer por enquanto, em virtude da formatura - para quê estudar? -, tentarei ser mais presente. E em minha nova presença, decidi olhar os rascunhos que tinha por aí - ano novo merece que as coisas velhas sejam reaproveitadas ou que sejam entregues ao lixo. Entre os diversos rascunhos que comecei e, por minha preguiça, nunca acabei, encontrei o de uma apresentação que nunca existiu. Assim, retorno com o post que deveria ter sido o primeiro, mas apenas não foi publicado.
Como qualquer pessoa bem educada - ou ao menos de acordo com a ideia que temos de boa educação - que chega assim desconvidada e com alguma pretensão, devo a quem quer que seja que venha ler esta página uma apresentação inicial. Nenhum autor inicia sua história no décimo capítulo, deixando o leitor sem uma introdução ao personagem. Todo personagem surge em um determinado momento, passando por uma porta invisível que antecede a manifestação.
Então, aqui venho eu, ainda que ninguém mais venha ler isto, introduzindo a personagem que sou nesta história chamada "A Míope".
Meu nome é Athena - sim, é a nome de uma deusa grega, e, segundo uma psicóloga, um nome com uma carga muito forte, e não, não é pseudônimo ou apelido.Atualmente curso uma das melhores faculdades de Direito do país(já me formei, rs) - segundo critérios estabelecidos pelo MEC, o que, portanto, pode não representar a realidade fática -, o que acentuou o criticismo muitas vezes presentes em meu discurso. Já fui chamada de teimosa, tagarela, barraqueira, rebelde, inúmeras características presentes em pessoas que gostam de um bom argumento e uma boa discussão. A última coisa de que fui chamada foi de apaixonada, e é assim que me defino atualmente.
Meu histórico na escrita é um tanto tímido. Aos 21 anos ainda não tenho nada somente meu publicado. Tenho pequenas participações em coletâneas de poesia através de concursos (posso disponibilizar em alguma página futuramente). Se a recomendação e o elogio de professores forem suficientes para a indicação, então também tenho isso.
Com ou sem qualidade de escrita, conecto-me melhor com minha essência e meus pensamentos quando me permitem pegar um lápis e um papel ou digitar durante algumas horas num computador. Transporto-me a uma mundo desconhecido, lendo palavras minhas ou de outros autores. E, assim, sou apaixonada por construir textos em geral e, quanto maior a liberdade, maior a minha profundidade.
Tenho 6,5 graus de miopia e a utopia de entender o mundo. Enquanto não supero minha cegueira, exponho os pensamentos que tive ou pensei ter acerca de um universo que pode nem existir.
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