A Onda

by - maio 11, 2015

A onda vem de repente e cheia de força, como se tivesse a pretensão de desestruturar a formosa cidade que ousei construir. Ela carrega energia e destrói rapidamente os espaços em branco que escolhi preencher. E como um buraco negro, suga todas as cores da folha de papel por mim desenhada. A onda vem e me isola na realidade da catástrofe do que está prestes a acontecer - do que aconteceu. A onda bate em meus pés e avança aos meus ouvidos. Eu respiro, respiro, e nada parece mudar. Eu me sufoco pelas lágrimas da onda avalanche. Então, inerte, pereço no mar.

You May Also Like

1 comentários